Na noite em que a família Marinho dedicou 10 minutos para atacar Edir Macedo, o SBT fez uma matéria de 4 minutos e a Bandeirantes uma de 2 sobre o mesmo assunto. O telejornal da TV Cultura e o da Rede TV nem noticiaram o caso. Num telejornal diário as notícias têm, em média, 1 minuto e 30 segundos de duração. Foi um exagero da Globo e deixou claro para os telespectadores sua intenção de atacar. Por falar em povo burro, a emissora carioca sabe muito bem que os brasileiros não são, visto que na época das “Diretas Já” eles saíram às ruas gritando: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.
A Record, sabendo que o povo não é burro, criticou a Globo de ter dedicado 10 minutos de seu telejornal para o caso Edir Macedo e reservou 15, dos seus 50, para rebater a concorrente. Inteligente? Não. Foi lamentável ver a reportagem que de nada acrescentou para a minha vida.
Ela atacou a emissora carioca com insinuações que a apresentavam como detentora de dinheiro ilegal no exterior, manipuladora ao governo e favorecimento à ditadura. A emissora carioca foi também acusada de derrubar candidatos ao governo com noticias tendenciosas, as quais o presidente Lula teria sofrido em 1990, época onde concorria junto a Collor à presidência.
Desde o começo do programa, Ana Paula Padrão e Celso Freitas chamavam a notícia de uma matéria que seria a “resposta” sobre como a Universal do Reino de Deus investe o dinheiro dos fieis. No fim, foram 10 minutos criticando a Globo e apenas cinco mostrando os trabalhos sociais e investimentos da igreja.
Ao mesmo tempo que a Record transmitida sua arrevanche, a Globo se preparava para o Round 3, sem esperar o inimigo revidar. Foram exibidas matérias nos principais jornais da noite: Jornal Nacional e Jornal da Globo. As reportagens traziam pouco (leia-se nada) de novo do que tinha se apresentado na noite anterior. Sinal de que a guerra está só começando…
Durante a quarta-feira, a Record anunciou o tempo inteiro em sua grade chamadas para o Jornal da Record, com a suposta “revanche” à Rede Globo, querendo audiência. Nas principais redes sociais do momento – Twitter, Orkut e Facebook – os internautas comentavam o assunto, fazendo brincadeiras com o caso e dizendo que “Não perderiam por nada o telejornal para ver o bafão”. Não adiantou. Segundo dados do Ibope, às 20h28, no auge da matéria da Record contra TV Globo, a audiência da emissora era de 12 pontos (apenas 1 a mais do que o normal nos últimos meses), enquanto a família marinho registrava 34.
No final das contas, quem perdeu e vai continuar perdendo com essa guerra ridícula entre as duas principais emissoras do país, é o povo que ao invés de ver informação de qualidade e relevância, fica no meio de uma briga que não lhe diz respeito. Esse post não quer defender nem Record, muito menos a Globo, até porque, neste caso, as duas estão erradas.
sábado, 27 de março de 2010
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